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Lições das cidades nas “Zonas Azuis” para viver mais e melhor

‘Longevidade não é apenas viver mais. É viver bem.’ A reflexão apresentada no documentário Conversas nas Zonas Azuis – Veranópolis e as Blue Zones resume a essência da produção: envelhecer com autonomia, saúde e sentido de pertencimento. Ao longo do filme, moradores centenários, pesquisadores e especialistas mostram que a qualidade de vida está muito mais ligada aos hábitos cotidianos e às relações humanas do que a fórmulas milagrosas.

O documentário, idealizado pela jornalista Lilian Liang e dirigido por Gabriel Martinez, percorre algumas das regiões mais longevas do mundo para investigar o que essas populações têm em comum. A produção também destaca o protagonismo brasileiro ao incluir Veranópolis, na Serra Gaúcha, conhecida como a “Terra da Longevidade”, em um diálogo com as tradicionais Blue Zones estudadas internacionalmente.  

O conceito de Blue Zones, ou Zonas Azuis, surgiu a partir de pesquisas sobre regiões onde há grande concentração de pessoas centenárias vivendo com qualidade de vida. No documentário, são apresentadas localidades como Okinawa, no Japão; Sardenha, na Itália; Icária, na Grécia; Nicoya, na Costa Rica; Loma Linda, nos Estados Unidos; além de Veranópolis, no Brasil. Apesar das diferenças culturais, o filme mostra que todas compartilham características semelhantes: alimentação baseada em comida natural, convivência comunitária forte, vínculos familiares próximos, espiritualidade, rotina menos acelerada e movimento incorporado ao dia a dia.  

Outro ponto abordado pelo documentário é a forma como essas comunidades enxergam o envelhecimento. Em vez de associarem a velhice à improdutividade, muitas dessas populações mantêm idosos ativos socialmente e integrados à vida comunitária. O sentimento de propósito aparece como um dos fatores centrais para a longevidade saudável.

Embora a realidade das Blue Zones pareça distante dos grandes centros urbanos, o documentário reforça que pequenas mudanças podem ser incorporadas em qualquer cidade. Caminhar mais, priorizar alimentos naturais, reduzir o consumo de ultraprocessados, cultivar amizades, fortalecer laços familiares, desacelerar a rotina e manter atividades com significado são atitudes acessíveis que contribuem para uma vida mais equilibrada e saudável.

O tema da longevidade, inclusive, já foi debatido em nosso evento realizado no início deste ano, que contou com a participação da responsável pelo documentário. O encontro trouxe reflexões importantes sobre envelhecimento saudável, qualidade de vida e bem-estar. Quem quiser revisitar a conversa pode assistir novamente ao conteúdo disponível em vídeo e aprofundar ainda mais esse olhar sobre como construir uma vida longa, ativa e com propósito.

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